Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Dream Melody Layouts

Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



O IMPOSSÍVEL CARINHO


Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

[manuel bandeira]

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E o sonho fatalmente viraria pesadelo, ali bem mesmo em frente a um certo bar Leblom...

- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 11h30
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Análise iconográfica e iconológica de um sábado à noite*

            Na penumbra, as cores se confundem e deixam a dúvida de que se as letras que escrevem "toalete" são azuis ou pretas. Os corpos se misturam em silhuetas dançantes enquanto uma aguda luz verde alfineta meus olhos vez por outra... e assim segue a noite animadamente. Destoando desse cenário risonho e de movimentos largos, uma menina fingia saborear uma bebida verde num copo bonito enquanto ostentava seu cachecol de cor indecifrável, parecendo não saber que o calor humano lá dentro nos faz esquecer que, do lado de fora, há frio**.
            Então a música toca e as pessoas dançam. Dançam e sentem prazer quando são surpreendidas por um olhar de admiração, cobiça, inveja ou espanto. Qualquer um desses satisfaz. A música as torna vulneráveis ao que dita a letra. Todo mundo sabe, todo mundo conhece e canta, mas na hora que dizem alto e juntas "vou deixar a vida me levar pra onde ela quiser", todos são tomados por um furor e êxtase inexplicáveis, e soltam o corpo, as mãos, a mente e todos os demônios reprimidos. A música tem mesmo esse poder coletivizador: nas festas, igrejas, torcidas, todos cantam e se encantam pelo sentimento comum que os une, que os traz ali. É nos embalos de sábado à noite que todos ficam sujeitos a liberar o "eu" contido de segunda a sexta.
            Até que chega "a hora e a vez" do baterista. O cara grande, a quem foi destinado um espaço ínfimo e isolado do restante da banda, o único num fundo vermelho e com uma luz vermelha incidindo sobre seu corpo robusto, enquanto os demais integrantes se destacam levemente sob uma luz verde em um fundo branco, quase clarividente. Mas ele se infla orgulhoso por estar ali, tão baterista que só. Se infla tanto que o espaço, que já era pequeno, parece ficar ainda menor. Mas não tem nada não, ele também foi cometido pelo poder coletivizador da música e se glorifica por esse poder emanar-se de suas mãos.
             O resto da noite todo mundo já conhece: mulheres se insinuam e rebolam, homens babam e às vezes rebolam também. O banheiro feminino vira um conchavo a favor do japonês. Não vi, não sei quem era o tal japonês. Só sei que três amigas falavam nele entusiasmadamente e a que o viu primeiro já se declarava como prioridade. A noite vira um jogo da conquista barata, onde aquelas sutilezas antigas não entram e deixam apenas alguns vestígios em momentos vagos, por alguém que a trouxe escondida no bolso e que passou despercebida pela revista.
            Reunir-se com amigos para beber e dançar e ouvir música sempre foi sinônimo de diversão... E é comum divertir-se com recém conhecidos ou meros desconhecidos também. Na verdade a regra é bem clara: divertir-se (só não entendo bem porque a idéia diversão hoje tem um preço alto e pagamos por ele). Desanuviar as idéias, deixar o coração bater na madrugada sem fim e ser qualquer coisa à meia luz. Mas no dia seguinte, fica uma sensação de vazio***, de barata tonta que dormiu até as 11 da manhã e, geralmente, cai a ficha de que deixar a vida nos levar é lindo, mas que na maioria das vezes a gente é quem precisa leva-la.

  

*Iconográfica e Iconologia são, dentro da história da arte, estudos desenvolvido pelo crítico e historiador de arte alemão Erwin Panofsky. O primeiro termo diz respeito ao tema de uma obra de arte, sua descrição e caracterização; o segundo refer-se ao seu significado e interpretação.

**lembrou-me o quadro Le Absinthe, de Degas, que me lembra o livro A idade da razão, de Jean Paul Satre.

*** mas na verdade... dançar faz bem, música também e amigos reunidos mais bem ainda... e não é disso que eu falo, e não é disso que provém o vazio do dia seguinte, óbvio. é um vazio paralelo ao que isso tudo me preenche, só pra esclarecer. =]

**** observação idiota: hoje é dia 06/07/08!!!



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