Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



amendoim. amendoim doce.

     Não raro me pego pensando se minha vó tem mesmo razão quando diz que quero abraçar o mundo com as pernas. Me envolvo em tantas coisas e, em dias como esse, me encontro perdida entre obrigações, necessidades, desejos... a curto, médio e longo prazo. O trânsito às seis da tarde diminui muito o tempo e a disposição que tenho para pôr tudo isso em prática, mas acho que culpá-lo não solucionará e nem tornará mais confortável a cadeira em que me sento agora.
    Desço do ônibus - lotado de executivos que gritam - e vejo a cidade toda parada. Caóticamente parada. As luzinhas vermelhas não iam e as amarelas não vinham* (e nem vice-versa). Preferindo andar um pouco mais a enfrentar a muvuca e fila no metro consolação, vou até a próxima estação... E no meio do caminho lembro da minha vontade guardada de comer amendoim. Amdendoim doce! O amendoim que deveria ser saboreado até a epifania. E em reclusão.
    Sentada, no chão da estação clínicas e bem longe de executivos e médicos que habitam aquela região (nada pessoal...), criei meu momento "reflexão com amendoim. amendoim doce." e fui severamente punida por olhares reprovadores, de estranhza e indiferentes. Até que uma criança, um menino de blusa listrada de azul, passou e me sorriu.
    Esperei três ou quatro trens passarem até que meu amendoim doce chegasse ao fim. Não descobri coisa alguma além de que não há nada de errado em odiar tanto bota por cima de calça jeans e que não há nada de errrado em outras pessoas gostarem disso; que, talvez, meus tênis estejam sempre desamarrados, porque piso nos cadarços e os desamarro sem notar e que, poder ser bom me lembrar esporadicamente d que sou uma só e que tenho febre ás vezes.
    Mas a verdade... ah, tenho certeza de que ela estava com o garotinho de listrado... e que ele não quis me contar!
 
 
*luzinhas vermelhas indo e luzinhas amarelas vindo = uma avenida de mão dupla vista do lado de fora dos automóveis.



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 21h21
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sem o amor a vida seria tranquila...

                                                                    ... sossegada ...    

 

 

 

      E   M O N Ó T O N A!                           

 

 

 

[do filme "o nome da rosa"]



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Sobre mães e alfaces

[Post antigo, melhorado, em homenagem ao dia comercial das mães.]

Há uns onze, doze anos atrás [isso faz tempo!! :x], não raro o sono me fugia. E quando isso acontecia, ficava um tempão parada atrás da porta da sala, tomando coragem para falar pra minha mãe que não conseguia dormir, imaginando que ela iria brigar. Depois que conseguia entrar na sala, ela ficava um tempo comigo no colo [e não brigava!], depois me levava pra cama, me dava um beijo e colocava uma folha de alface debaixo do meu travesseiro. Até hoje não sei ao certo a finalidade da folha de alface [se não me engano é porque alface é calmante] nem se o que me fazia adormecer era a impressão pisicológica que a alface causava em mim, a alface, de fato, ou a presença dela. A última opção talvez seja a mais plausível.
 Minha mãe acordava à noite com qualquer suspiro mais alto ou movimento mais brusco que fazíamos. Aquele instinto materno que desperta bem na hora em que a coberta cai, ou na hora do pesadelo em que a gente se embolava na cama e ela já sabe que não está tudo bem por isso.
Hoje, eu não tenho sono a essa hora e não tenho medo disso. Não precisa de folha de alface pra me fazer dormir quando eu for pra cama. Hoje, quando ela já estava dormindo, precisei entrar em seu quarto, na ponta dos pés, para pegar a caixinha de algodão que estava lá dentro, e uma caixa caiu sobre a outra e a tampa bateu e fez  o maior "barabadá" [onomatopéia de barulhos irritantes na linguagem da minha vó], mas dentro do quarto ninguém se abalou.
 Não quero com isso dizer que o "instinto materno" da minha mãe diminuiu. Mas é assim. Chega um dia que a gente cresce e o que desperta o sono não é mais a presença mas sim, a ausência. São aqueles cinco minutos em que você pára pra conversar e perde o busão ou o trem das 23:15, e ela já está angustiada no sofá a sua espera. Chega um dia que a gente cresce e as insonias se espaçam, quase não existem mais. Porém, quando aparecem, uma folhinha de alface debaixo do travesseiro não basta... [Apesar de que nunca mais tentei esse método ... acho que precisaria de um pé de alface inteiro!]. Mas bastam aquelas palavras de mãe que dizem tudo o que precisamos ouvir e arrancam as lágrimas que queríamos chorar, sem que digamos nada.
 Chega um dia em que as férias diminuem e aumentam as responsabilidades. Sempre chega o momento em que os encontros se tornam mais escassos e durante uma semana inteira, reduzimos os diálogos com quem mora sob o mesmo teto que nós a "oi, tudo bem?, bom dia, boa noite." Aqueles dias em que as horas vagas e os sonos dormidos a mais se tornam culpa aguda...
 E é legal crescer. Apesar de sentir falta das tardes de sol na Guilherme Gama 143 e de muitas vezes me setir uma bala perdida no espaço, vejo que é assim mesmo... Sempre buscamos mais e, uma hora ou outra encontramos [será essa a não satisfação do post anterior?]. quando somos crianças queremos sair sozinhos nem que seja pra buscar pão e leite na padaria, depois esperamos ansiosos pelos 18 anos, a independência, e depois o  trabalho e sair de casa... e tudo isso com seus ônus e bônus [palavras altamente influenciadas].
 Mas de tudo isso, depois que a cidade se torna verdadeiramente cinza aos olhos, depois de todas essas crises existenciais pós 11, 15, 18, 20 anos...  De tudo, o que fica de verdade e o que consola e dá forças e ameniza a gana, é o beijo de boa noite [o beijo dela] que tranquliza, com ou sem alface.



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 13h39
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