Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



°°° O FIM DO MUNDO °°°

(Cecília Meireles)


A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem seu começo nem o seu fim. Lembro-me porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontentecimento que elas tanto temiam.
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era pra elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.
Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem á força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me de repente, maravilhoso.
Era um pavão branco, pousado no ar, por ciam dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro de sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.
Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?
Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê um sentido do mundo peculiar a cada um.
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros e outros tão pouco. Po que fomos tão sinceros ou tão hipócirtas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmo ou só nos outros. Por que fizemos votos de pobreza ou assaltamos cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe inumerar numa crônica.
Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver de maneira mais digna.
Em muitos pontos da Terra, há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, um rito de adoração.
Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidades total.
Ainda há uns dias para reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos termos fim, em qualquer mês...




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lat anxietate

 
[Madonna, de Munch]

ansiedade
an.si.e.da.de
sf (lat anxietate) 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.



Não tenho vontade dormir. E não gosto quando isso vêm por causa desse vazio doce que me deixa indisposta pelo que sei que terá amanhã. Embola tudo aqui dentro. Então desço para beber água e vejo uma minhoquinha na parede, aquelas larvinhas moles que estragam macarrão e bombons. Senti raiva dela. E me senti cruel naquele instante. Ia fazer de conta que não a vi, mas foi inevitável. Dominei meu nojo, meu asco e peguei-a com um pedaço de papel e pus no lixo. Não cheguei a esmagá-la, faltou ainda aquela frieza mórbida. Tive um pouco de remorso, mas  passou logo, quando lembrei do vazio doce em que me encontrava há minutos atrás,  perdida entre as coisas que criei. Tadinha da minhoquinha! Era uma vida ali, entre meus dedos. E tão viva quanto eu! E vivia em silêncio.




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