Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



'Sentimentos a deriva'

Fim de ano é sempre igual.
Renas, Roberto Carlos, Champagne, rodoviária lotada, filas, trânsito, lasanha, presentes, neve, Quebra-Nozes, Papai Noel, panetone.
Blah. Queria estar bem longe daqui.

Tenho a impressão de que o Natal é uma grande hipocrisia.
Ou será esse um julgamento severo demais?

É que hoje, lá na Av. Paulista, parecia que eu estava numa cidade que não era São Paulo. Ao contrário do que acontece no dia-a-dia, a multidão sorria e apontava para a decoração com cara de encantamento.
Seria o Natal um consolo? época de renovar, compartilhar bons sentimentos, de ser solidário, mais alegre, mais saúde, mais shopping, mais celular última geração, ipod, mais calça de marca, mais bronzeado, mais refrigerante, mais celulites, mais comidas, mais dietas, mais promessas...
E aí, no dia seguinte, voltamos a ser mau educados e mau humorados, nublados e cinzentos, como uma típica manhã paulistana...
Paradoxal.
Dar presentes não me parece sinônimo de doar sentimentos grandiosos que dizem ser característicos dessa época. Receber presentes não é receber o tal amor [renovado-com-sal-grosso-e-arruda], não significa confraternização ou coisa que o valha. Um presente talvez seja a maneira mais barata de demonstrar algum tipo de sentimento ou consideração.
Não estou me desfazendo dos presentes, é lógico que gosto de ganha-los, o tanto quanto gosto de da-los. Mas não por imposição de uma data comercial.

Seria ótimo [seria!!] se esses sentimentos transbordantes fossem mais constantes. Aqui dentro não muda nada ser ou não ser Natal. As luzes natalinas deixam mesmo a cidade com um certo charme... Mas também a deixam sobrecarregada de vermelho e  dourado e essa neve que não sei de onde vem, num país tropical [abençoado por Deus e bonito por natureza... uma natureza na qual não encontramos pinheiros!!]. 
E que coisa louca, a lua estava presente nessa noite também,  redonda, imensa, amarela, brilhante... mas sua atenção não era tão disputada quanto a das renas. Todos os dias temos espetáculos de luzes e cores e sons tão naturais e, ainda assim, preferimos esperar chegar dezembro para ligarmos na tomada as lâmpadas que piscam freneticamente e aguardar a alegria que vem pela chaminé.


[Bailarina e Soldado de Chumbo]



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Resgate

[por falta de tempo, um post antigo e atual, um pouco modificado.]

Já perdi uma correntinha que ganhei de um desconhecido na praia, já perdi dois R.G e por consequência perdi algumas horas da minha vida no banco de espera do poupa tempo da Sé, a blusa preta preferida, uma pasta de desenhos, alguns sonhos, o medo de andar sozinha a noite. Já perdi o encanto pelo natal e seus enfeites e a graça pelos desfiles de carnaval... Já perdi amizades por bobagens, já perdi o medo de dizer que amo e, muita vezes, perdi também a vontade de fazê-lo. Perdi um ou dois amores mas também perdi o amor. Perdi quase dois palmos do meu cabelo há pouco tempo atrás e quase ninguém percebeu,  perdi a  confiança cega nas pessoas, perdi um sapo lindo que não era pra ser meu e um elástico inglês, perdi uma tartaruga linda chamada Jandira, perdi vários brincos no mar, perdi uma mesma pulseira cinco vezes antes de perde-la definitivamente... E a chave de casa, os palitinhos de prender cabelo, show da Zélia Duncan no sesc interlagos num lindo dia de sol, os lápis todos de desenhar eu perdi... Perdi cartas bonitas e desabafos no fundo da gaveta... Lembranças, poemas, alguma parte que nunca foi minha, perdi... Perdi a vontade de imaginar coisas antes de dormir, porém continuo imaginando... Perdi a timidez e a vontade de comer borrachuelo* todo Natal, perdi o prazer de tomar banho de mar o dia inteiro e depois um picolé de uva com a boca salgada. A vontade de saber como vão algumas pessoas e a dedicação inesgotável que tinha por todas elas, acho que perdi também... Perdi a crença que tinha de que alguém apertava um botãozinho verde pra congelar os mares e as cachoeiras durante a noite e a de que os carros eram ligados na tomada. Perco sempre a hora e as palavras quando preciso delas. O livro emprestado da biblioteca e a ilusão de que preciso achar, em tudo, algo interessante.
Coisas que ficam para trás e quase nunca fazem falta.
Quase...

*pra quem não sabe, borrachuello é um doce espanhol...

 



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