Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



Cores, dores e amores...

"Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faco chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá"

       Faz muito tempo, essa música marcou minha infância. Foi uma das primeiras músicas que gostei e não entendia esses versos finais, que diziam que a aquarela, o guarda-chuva, o sol, o mundo, descolorirão. Indaguei meu pai a respeito e ele me respondeu que "um dia, todas as coisas vão desbotar". Essa descoberta tornou-se um problema ao qual dediquei bastante tempo. Imaginava que em um dado momento, algum dia secreto que já estava marcado, uma nunvem passaria sobre nossas cabeças,  tirando as cores de tudo, simultaneamente. Isso me deixava triste... Como diferenciar a gelatina de uva, que não gosto, da de morango? Como saber se vai chover ou não?
       Tudo bem... Hoje eu sei que há uma gama imensa de cinzas, mas ela não supria - nem supre - o balé colorido que se faz diante dos meus olhos insones, mesmo na penumbra do meu quarto.
       Mas quando se é criança, é taõ simples esquecer de algo sério ou trocá-lo por algo que pareça ainda mais sério, mesmo sem ter sido resolvido... que eu continuei pintando meus dias com as "cores que não sei o nome"...
       Agora eu sei que um mundo em preto e branco, como eu supunha, não há de existir assim, fisicamente.  E descobri que as coisas desbotam se ficarem muito tempo expostas ao sol ou pela ação da água, do vento... princpalmente do tempo, né?  Perdem a vida ou, segundo Michaelis, a viveza. Pois é, talvez nada seja pra sempre realmente. E nem mesmo as cores, nem as dores... Alguns dos amores, quiçá...

"Mas de tudo, terrível, fica um pouco...
Às vezes um botão. Às vezes um rato."
[Drummond]

Mas é verdade, sobra sempre um rastro do que foi laranja ou anil. Os gostos, os perfumes... são cores em outra esfera, outra matéria, que também desbotam, mas voltam naquele pão de mel da padaria Sagre ou numa brisa de verão.

 Queria muito que chovesse agora. A água, solvente universal, cairia aqui e dissolveria a gana,  talvez matasse a sede de acabar com esse eterno contraste, tão bonito no papel, mas que faz doer a vista na vida real.

 



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 20h12
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