Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



Vai dar namoro...

Então é assim... Esporadicamente nos reunimos ao redor de uma mesa e de um bolo e cantamos parabéns. A isso damos o nome de aniversário. E então rimos de histórias novas e antigas e disputamos a esquina do bolo que tem mais creme e um moranguinho em cima. É divertido e saudável. Porém, a quantidade de cadeiras na cozinha não condiz com o número de pernas cansadas, sedentárias e sedentas por repouso.
Ao destino natural pro repouso coletivo das pernas individuais chamamos de sofá e este comumente encontra-se disposto de maneira tal, que todos têm ao alcance de suas vistas aquela telinha, fonte de entreterimento e informação  chamada televisão que, quando ligada siginifica ausência de diálogo.
Sábado à noitinha, lá fora uma noite linda e atípica de inverno... dentro, silêncio e muita atenção. Atenção ao leilão humano a que pessoas se submetem, se expondo em rede nacional para serem escolhidas por um aspirante a "namorado(a)" ou para serem dispensadas ouvindo a frase "hoje não vai dar". Depois de ouvir isso duas ou três vezes, a mocinha temendo a rejeição diante do Brasil inteiro e da mãe que deve estar assisitindo orgulhosa no camarote, grita no microfone: "vem com a Bia que a Bia é boa!". Pra fechar com chave de ouro, o apresentador completa: "com essa aqui é satisfação garantida ou seu dinheiro de volta".

Devo realmente ser muito antiga. Sabe... eu gosto de umas delicadezas, olhares e sorrisos despretenciosos, a dúvida do que pode ser antes de saber que é, as mãos autonomas que se procuram... essa coisa que pode parecer meio ridícula, de mandar poesia e de esperar uma mensagem no celular, de deitar no ombro e gostar do perfume e perder a mão entre os cabelos, achar graça no riso e na sinceridade, e nas nuvens e na cor do céu e seu reflexo na água e em todas as besteiras mais corriqueiras...

Pode ser intolerância minha... mas de onde veio o dom da humanidade de banalizar tudo? Como é possível padronizar as pessoas e os relacionamentos [sim, porque os manos do programa eram iguais na roupa, no cabelo e na fala e as minas pah, idem.], reduzir tudo a um mero jogo onde vence quem tiver a saia mais curta e no qual dois minutos basta pra dizer que é alguém maravilhoso.

Sem essa de dinheiro de volta. Eu quero o que não tem preço, só isso...

 

Foi um momento
O em que pousaste 
Sobre o meu braço,
Num movimento 
Mais de cansaço 
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?

Não sei. Mas lembro
E sinto ainda 
Qualquer memória
Fixa e corpórea 
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve !...

Tudo isto é nada,
Mas numa estrada 
Como é a vida 
Há muita coisa 
Incompreendida...

Sei eu se quando 
A tua mão
Senti pousando 
'Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço ?
Como se tu, 
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.

Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa 
Coisa feliz.
(Fernando Pessoa)




- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 23h29
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