Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



... DeCiFrA-mE oU tE dEvOrO ...

 

Por que, às vezes, preferimos abrir mão de alguma coisa que poderia dar certo porque talvez seja bonito carregar o "fardo" da bondade? Não. Não quero só um pedaço da vida. Quero ela inteira.

Não é questão de ser ruim, é diferente disso. E não é hipocrisia abrir mão, não é feio, nem errado. Muito pelo contrário. Mas por que preciso sempre ser aquela que guarda o dinheiro e não compra o doce? Sempre pedindo licença, com cautela para não pisar em falso, medindo palavras com precisão...

Há algum tempo atrás eu não  pensaria assim. São coisas que " acontecem aos poucos e a gente percebe de repente".


Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.



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"V de vingança" ou a sutil arte de perdoar...


[não descobri qm é o dono da foto!]

"O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite"
[O TEATRO MÁGICO]

Voltando cedo de casa, andando distraída pela rua, eis que vejo uma joaninha passeando pela minha mão, e ponho-me a observa-la [e, por pouco, não bato com a cabeça num poste...] e acho graça na cosquinha [palavra estranha] que seus passinhos fazem no meu braço... acho graça na sua beleza tão miúda, redondinha e tão viva! Ela voou, foi embora, deixou só a lembrança do seu caminho em mim. Voou porque tem asas e porque é livre.

A noite de um dia 14, um sábado de abril. Cinderela por uma noite na companhia de pessoas queridas, vendo tão de perto quanto a joaninha hoje, como, mesmo com o tempo e a distância e o aumento das responsas, algumas coisas permancem iguais...

"POIS EH, O MUNDO DÁ VOLTAS MAS TEM COISAS QUE NUNCA MUDAM..."

Gostaria de saber dar cor, forma, nome e cheiro ao que senti nesse dia. Apesar de, algumas coisas não precisarem de definições para serem bem compreendidas, agora eu preciso tentar... Algo parecido com satisfação, uma alegria suave de cores quentes, talvez inodora porque não usas mais aquele perfume que eu gostava.
E se ontem era uma parte embolorada da vida que feria e fazia do amor uma história triste, agora eu posso ver mais claro que a dor não preciso carregar comigo. Voou porque tem asas e é livre.
 Ainda há aquele inconformismo escondido que, vez por outra, pode despencar numa lágrima ou duas, não mais que isso, mas é bom me ver de novo nos olhos que outrora não queriam me olhar e sentir essa espécie de alívio... o tal do "uufaaaah"... É bom sentir que isso não me pertence e que posso seguir com minha consciência tranquila por ter pensado com o coração e ... só.

"...OBRIGADO POR EMPRESTAR O TRAVESEIRO."
[15-ABR-07, ÀS 08:24]

A contradição da vida é tão bela como a miudeza da joaninha... O erro e a imperfeição também são belos.
E realmente, o mundo dá muitas, muitas voltas... Andando sempre em linha reta, podemos voltar ao lugar de onde partimos...
De volta à gata borralheira, não há magias nem contos de fadas... mas ainda há a beleza miúda de joaninhas e a muito amiúde beleza dos gestos pequenos e repletos de significados...


O título desse post pode ter parecido meio agressivo, mas é para me lembrar sempre que preciso terminar de ler V de Vingança e devolvê-lo pra criatura que me emprestou. E ainda porque a vingança pode ser algo muito humano e sou humana, mas agora não preciso e não quero isso... Quero só que saibas que não menti quando disse que sim, que sempre teria travesseiros, tomates e almofadas... Sempre.



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 22h55
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O Amor Bate na Aorta


[Carlos Drummond de Andrade]

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender...

 

esperando a chuva passar, pra poder colocar meu nariz na rua e sentir a vida tão viva e úmida lá fora... no rádio, aquela música que toca e faz lembrar de tempos em que éramos outros e éramos nós, conjugados na primeira pessoa do plural. [Éramos outros porque  estávamos no plural ou conjugávamos no plural porque éramos outros?] Hoje, tudo é tão singular e êfemero. Talvez a lógica capitalisa reinante nos faça interpretar o singular somente, ou primeiramente, como individualismo frio, egocentrismo e etecétera e tal.  De fato, depois de um tempo sendo tão plural, e percebendo que essa pluradidade não trouxe o que era esperado, aquilo que pode ser próprio e único e exclusivo torna-se tentador a nós. Mas singular pode ser o extraordinário, o extravagante e ser efêmero, como quase tudo...



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 21h43
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