Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



*Todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar*

Falta um. Um dia!
Um dia para eu completar mas um ano em minha vida.
Fosse há um ano atrás, eu estaria muito mais entusiasmada.
Fosse outro tempo eu já teria feito mil planos e comemorado com milhares de pessoas.
É bom fazer aniversário. É bom muitos abraços, presentes, lembraças, recados singelos, declarações, meu bolo preferido. Nunca gostei de ser o centro das atenções, mas uma vez por ano não faz mal não...

Mas ultimamente, tenho andado muito longe, tão distante, tão sem mim! Outro dia esqueci de pagar o sorvete do moço, fiquei tão envergonhada!! Expliquei a ele que não sou caloteira, espero que ele tenha acreditado... eu só tenho estado mais aérea do que o de costume e só me encantei tão imensamente com aquele tantão de sorvete com  muita calda de morango numa tarde tão quente e tão linda e tão tarde de primavera que por um instante me desliguei do mundo capitalista-burguês-universitário-consumidor...

Me comove todos os dias ver meus pais, minha família e agradeço sempre por me fazerem forte. Embora não demonstre sempre, o melhor presente de aniversário que eu poderia ter, já tenho... Que é o carinho, a pipoca na hora mais crucial do dia, o beijo de boa noite, o apoio, a louça lavada pra me poupar o tempo, a paciência...

Fora isso, algumas outras coisas me alegram bastante, me fazendo acreditar mais.
E me vejo cada vez mais próxima do dia em que acordarei às 11 da manhã sem peso ou às 8 por opção e assisitirei sessão da tarde e 'cantarei canções livres como as borboletas, sem bicho papão nem boi-da-cara-preta'...
Não me queixo, não me arrependo... só estou cansada, só sinto uma vontade muito grande de ir mesmo pra Pasárgada [porque lá sou amigo do rei!], de ver o mar...
E às vezes, quando sinto esse aperto, quando tenho vontade de chorar sem saber o porquê... Lembro de quem outrora também poderia dividir meu pesar e meu contentamento... Ah! deixa pra lá... Que pena não compartilhar mas isso com você(s)...
Como vi hoje na super aula de literatura... É preciso ter coragem, ter peito pra mudar o que se pode e precisa mudar... e saber aceitar o que não se pode mudar!
Simples assim, simples assim... É a tal sabedoria que só adquirimos aos 85 anos!

... Que venha os dezenove anos, que venham as mudanças a nós e a primavera às rosas (e a todas as outras flores)!

Como está tudo descolorido por aqui, hoje, termino com um retrato meu meu em preto e branco, durante a aula de literatura, feito pela Jucélia, do qual eu gostei muito. [e acho que estou precisando cortar o cabelo!]
E Drummond, né?... meu blog sem poesia é como trakinas sem recheio, pizza sem queijo, namoro sem beijo !
hahaha, que riminha horrível...

Resíduo

De tudo ficou um pouco
Do meuzgritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.

Ficou um pouco de luz
 medo. Do teu asco.
Dos captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
vazio
  de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h53
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