Nome: Marília
Idade: 20
Signo: Escorpião
Cor: Verde
*A simplicidade embelza a beleza*
Baudelaire


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Carne e Osso

A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

[Zélia Duncan e Moska]



Não sei pra onde minhas pernas estavam me levando. Era muito cedo pra ir pro cursinho, quem sabe se eu encontrasse um banco ao sol onde eu pudesse me sentar pra estudar química até as 17 hrs!... Optei por descer na Consolação, me iludi achando que ainda estaria sol por lá... Mas não, só vento e frio. Muito frio. Andei a esmo. Só queria um lugar pra esperar o tempo passar e talvez uma padaria para saciar minha fome com um lanche com queijo que puxasse... Mas o mundo estava todo estranho e eu também!
Esses lugares por onde andei - e ando -, muitas lembranças... umas remotas e outras muito vivas, coisas minhas... só minhas...
Não encontrei padarias, nem lugar para estudar química ao sol. Encontrei a Praça dos Arcos, voltei aos dias idos da "aurora da minha vida, da minha infância querida...", mas não pude ficar por lá nem para curtir a nostalgia do momento e nem para estudar as propiredades coligativas. Seria como se tivesse invadindo a casa, me acomodando na 'sala de estar' daquelas pessoas sem teto, sem sessão da tarde, sem cobertor, sofá, sem colo materno pra fugir desse inverno agora tão rígido.
Na minha andança, deparei-me tbm com o 'não-sei-quê burger', onde outrora passei frio, de Cinderela. Com certeza ninguém ali se lembra daquelas pessoas fantasiadas passando frio e comendo hamburger às seis da matina.
E agora a carruagem virou abóbora de novo e a Cinderela voltou ao que era. Frio mais uma vez e meus pés me levando e eu indo.
O sol estava do outro lado da rua, eu precisava muito dele. Nem padaria, nem banco... "Vou atravessar a rua". O sinal fecha. "Drooga! um minuto de sol perdido...". Podia ter corrido antes que os carros arrancassem e me trouxessem mais vento e mais frio, mas naquele dia escolhi ir devagar, "troquei a pressa de chegar rapidinho pelo prazer de estar a caminho"... O farol que me esperasse, não é mesmo?!
Como ele (o farol) não ia esperar, fiquei tomando vento na calçada esperando que ele fechasse outra vez para que eu finalmente encontrasse o querido sol...
Então, algo maior que minha estranha e grande ojeriza à coisas fúnebres me levou pra dentro do cemitério das Clínicas e pude acompanhar um funeral ao longe, um caixão com flores, pessoas de preto seguindo (e eu de branco, assisitindo a tudo, pasma, me perguntando: o que eu estava fazendo alii?????), umas verdadeiramente tristes, outras tristes por obrigação...
Estranhíssimo. Uma rua que minha vista não alcançava o fim. Túmulos lado a lado, do começo ao fim daquele cenário tão novo pra mim. Um lugar cheio de mortos-vivos e de vivos-mortos...
É. Assim como há os que tê direito à sessão da tarde debaixo de cobertores e há os que fazem de sofá os bancos duros da Praça dos Arcos, há os que se abrigam entre os mortos. Por julgarem esses mais seguros? Por ser um lugar tranquilo e florido?? Tsc tsc... Por falta de opção!
Ah, como me doeu ver tanta pompa aos que não necessitam mais da matéria (não que eles não tenham direito a isso, se isso significar descansar em paz... não questiono isso!!) e ver que os vivos são farrapos com menos vida que os que já se foram!!
Deixando minha humanidade de lado, minha tristeza pela dor alheia e meu frio que aumentou ainda mais pela ausência do sol e pelo frio deles... Parece besteira - e pode até ser -, mas enfrentei algo sem nome pra mim (medo? receio? temor??... ahnnn... não sei!!).
Só sei que parada ali, com tantos ventos e ares mórbidos,  eu senti a efermidade da vida... De como não dá pra perder tanto tempo com coisas descartáveis, que nada acrescentam, ou que fazem mal e machucam. Como não dá pra parar a vida por coisa alguma, por que ela não tem piedade e não esperará ("não importa em quantas partes seu coração foi partido, o mundo não pára pra que você o conserte")... E ainda, como é possível deixar de lado quem nos é caro??? Tema batido, eu sei... Mas quem garante que eu estarei aqui amanhã?! E se eu for embora, se eu sumir, se eu não mais existir... ou você? Quem pode garantir que isso não acontecerá???  E tudo ficaria assim mesmo?
Me pergunto se realmennte teríamos tempo pra guardar mágoas, pra desconfiar, para desacreditar dos sentimentos alheios, para esperar por aquele abraço... pra ter tanta matemática e pouca lógica, tanta química  e pouca emoção e tantas reações com pouca ação. Tanto 'lirismo comedido' e símbolos e fórmulas!!! Estou farta de símbolos e fórmulas!

Só não queria deixar pra amanhã pra dizer que muitas dores já passaram, que muitas alegrias ainda estão comigo.



- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 23h29
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