| Nome: Marília Idade: 20 Signo: Escorpião Cor: Verde *A simplicidade embelza a beleza* Baudelaire |
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.: Créditos :.
nem sei se alguém ainda frequenta isso, mas em todo caso acho que esqueci de contar que agora estou aqui: http://mamaequebreiovidro.blogspot.com/ gosto muito daqui, mas já me parece demasiadamente cheio de passado e isso é um tanto quanto pesado. Uma vez li em algum lugar o nome de uma obra de Antonio Dias chamada Mamãe, quebrei o vidro e gostei bastante disso... Porém, ao procura-la nao encontrei, nem mesmo no proprio site do artista. Eis que virou o nome do blog. Foi mais pela ideia de defenestrar as ideias. O medo de contar pra mãe um ato inconsequente... "quebrar todas as janelas velhas qianda que cortemos os dedos nos vidros" [Gauguin] alguma coisa por aí. Na penumbra, as cores se confundem e deixam a dúvida de que se as letras que escrevem "toalete" são azuis ou pretas. Os corpos se misturam em silhuetas dançantes enquanto uma aguda luz verde alfineta meus olhos vez por outra... e assim segue a noite animadamente. Destoando desse cenário risonho e de movimentos largos, uma menina fingia saborear uma bebida verde num copo bonito enquanto ostentava seu cachecol de cor indecifrável, parecendo não saber que o calor humano lá dentro nos faz esquecer que, do lado de fora, há frio**. *Iconográfica e Iconologia são, dentro da história da arte, estudos desenvolvido pelo crítico e historiador de arte alemão Erwin Panofsky. O primeiro termo diz respeito ao tema de uma obra de arte, sua descrição e caracterização; o segundo refer-se ao seu significado e interpretação. Isso me incomoda verdadeiramente. * Perca 8cm de barriga! é, consome mesmo... Começou uma chuvinha fraca que, a princípo, me pareceu passarinhos fazendo xixi... Depois me dei conta que às seis da tarde já não tem mais tanto passarinho mijando por aí, ainda mais porque já havia escurecido. Andei. Sob a proteção das árvores, a chuva parecia realmente uma goteira insignificante, um mijinho mesmo. Mas depois que sumiram as árvores e o verde ao meu redor era só grama, aí sim senti ela apertar. E quantas vezes as coisas precisarão vir de repente pra me sacudir e me fazer ver que passarinhos não cantam o dia inteiro? sem o amor a vida seria tranquila... ... sossegada ... E M O N Ó T O N A! [do filme "o nome da rosa"] [Post antigo, melhorado, em homenagem ao dia comercial das mães.] Há uns onze, doze anos atrás [isso faz tempo!! :x], não raro o sono me fugia. E quando isso acontecia, ficava um tempão parada atrás da porta da sala, tomando coragem para falar pra minha mãe que não conseguia dormir, imaginando que ela iria brigar. Depois que conseguia entrar na sala, ela ficava um tempo comigo no colo [e não brigava!], depois me levava pra cama, me dava um beijo e colocava uma folha de alface debaixo do meu travesseiro. Até hoje não sei ao certo a finalidade da folha de alface [se não me engano é porque alface é calmante] nem se o que me fazia adormecer era a impressão pisicológica que a alface causava em mim, a alface, de fato, ou a presença dela. A última opção talvez seja a mais plausível. às vezes penso se vivemos mesmo em busca da satisfação pessoal. Mas aí me confundo sempre se a satisfação presupões estagnação. Estar satisfeito com o que se é quer dizer que já é o suficiente e não precise ir além disso? não sei não. (Cecília Meireles) A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem seu começo nem o seu fim. Lembro-me porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontentecimento que elas tanto temiam. ansiedade Fim de ano é sempre igual. Tenho a impressão de que o Natal é uma grande hipocrisia. É que hoje, lá na Av. Paulista, parecia que eu estava numa cidade que não era São Paulo. Ao contrário do que acontece no dia-a-dia, a multidão sorria e apontava para a decoração com cara de encantamento. Seria ótimo [seria!!] se esses sentimentos transbordantes fossem mais constantes. Aqui dentro não muda nada ser ou não ser Natal. As luzes natalinas deixam mesmo a cidade com um certo charme... Mas também a deixam sobrecarregada de vermelho e dourado e essa neve que não sei de onde vem, num país tropical [abençoado por Deus e bonito por natureza... uma natureza na qual não encontramos pinheiros!!]. [por falta de tempo, um post antigo e atual, um pouco modificado.] Já perdi uma correntinha que ganhei de um desconhecido na praia, já perdi dois R.G e por consequência perdi algumas horas da minha vida no banco de espera do poupa tempo da Sé, a blusa preta preferida, uma pasta de desenhos, alguns sonhos, o medo de andar sozinha a noite. Já perdi o encanto pelo natal e seus enfeites e a graça pelos desfiles de carnaval... Já perdi amizades por bobagens, já perdi o medo de dizer que amo e, muita vezes, perdi também a vontade de fazê-lo. Perdi um ou dois amores mas também perdi o amor. Perdi quase dois palmos do meu cabelo há pouco tempo atrás e quase ninguém percebeu, perdi a confiança cega nas pessoas, perdi um sapo lindo que não era pra ser meu e um elástico inglês, perdi uma tartaruga linda chamada Jandira, perdi vários brincos no mar, perdi uma mesma pulseira cinco vezes antes de perde-la definitivamente... E a chave de casa, os palitinhos de prender cabelo, show da Zélia Duncan no sesc interlagos num lindo dia de sol, os lápis todos de desenhar eu perdi... Perdi cartas bonitas e desabafos no fundo da gaveta... Lembranças, poemas, alguma parte que nunca foi minha, perdi... Perdi a vontade de imaginar coisas antes de dormir, porém continuo imaginando... Perdi a timidez e a vontade de comer borrachuelo* todo Natal, perdi o prazer de tomar banho de mar o dia inteiro e depois um picolé de uva com a boca salgada. A vontade de saber como vão algumas pessoas e a dedicação inesgotável que tinha por todas elas, acho que perdi também... Perdi a crença que tinha de que alguém apertava um botãozinho verde pra congelar os mares e as cachoeiras durante a noite e a de que os carros eram ligados na tomada. Perco sempre a hora e as palavras quando preciso delas. O livro emprestado da biblioteca e a ilusão de que preciso achar, em tudo, algo interessante. *pra quem não sabe, borrachuello é um doce espanhol... Há dias em que sinto um enorme prazer em espalhar as coisas que por algum motivo chamo de minhas e em me encontrar perdida entre elas. E aí arrumo os potinhos químicos [mua-ha-ha] por ordem alfabética, os pincéis ordeno por cor e tamanho, as tintas dentro da caixinha na ordem do arco-íris, tiro tudo de dentro do estojo para depois guardar outra vez, separo os ingressos de teatro, cinema e shows por data. E jogo fora os comprovantes de recarga do bilhete único de julho, agosto e as notas ficais do pão de queijo do inverno passado. Gosto de fechar o guarda-chuva quando ele é necessário, e de me molhar. Só sinto falta dele quando ele não está comigo. Não sei a que conclusão tirar disso. Só uma vontade singela de escrever. Orgulho.
"Vamos todos numa linda passarela Faz muito tempo, essa música marcou minha infância. Foi uma das primeiras músicas que gostei e não entendia esses versos finais, que diziam que a aquarela, o guarda-chuva, o sol, o mundo, descolorirão. Indaguei meu pai a respeito e ele me respondeu que "um dia, todas as coisas vão desbotar". Essa descoberta tornou-se um problema ao qual dediquei bastante tempo. Imaginava que em um dado momento, algum dia secreto que já estava marcado, uma nunvem passaria sobre nossas cabeças, tirando as cores de tudo, simultaneamente. Isso me deixava triste... Como diferenciar a gelatina de uva, que não gosto, da de morango? Como saber se vai chover ou não? Mas é verdade, sobra sempre um rastro do que foi laranja ou anil. Os gostos, os perfumes... são cores em outra esfera, outra matéria, que também desbotam, mas voltam naquele pão de mel da padaria Sagre ou numa brisa de verão. Então é assim... Esporadicamente nos reunimos ao redor de uma mesa e de um bolo e cantamos parabéns. A isso damos o nome de aniversário. E então rimos de histórias novas e antigas e disputamos a esquina do bolo que tem mais creme e um moranguinho em cima. É divertido e saudável. Porém, a quantidade de cadeiras na cozinha não condiz com o número de pernas cansadas, sedentárias e sedentas por repouso. Sem essa de dinheiro de volta. Eu quero o que não tem preço, só isso... Foi um momento Não sei. Mas lembro Tudo isto é nada, Sei eu se quando Assim a brisa Gosto da vista que há entre as estações São Judas e Conceição do metrô. É sempre uma surpresa, depois que meus olhos já esqueceram a claridade natural do dia ou das estrelas, ou a neblina e a garoa fina que já sei que enfrentarei no caminho de volta pra casa. É bom quando o céu está rosa e vai surgindo aos poucos entre as paredes cinzas. Sempre páro de ler ou de desenhar para observar, e me dá vontade de gritar: "olhem, vejam como o dia está bonito lá fora!" mas acho que seria em vão. É tão legal quando à noite vejo aquela fila de luzinhas vermelhas e amarelas lá fora, pessoas indo pra lugares desconhecidos em seus carros, sozinhas, ouvindo bee gees, los hermanos ou coisa que o valha. Mas hoje, quando me preparei para a incansável e repetida luz na escuridão, literalmente, outro trem se atreveu a cruzar o caminho do outro lado, transformando tudo em velocidade. E tão rápido foi, que não tive tempo de perceber que havia janelas dos dois lados do trem em que eu me encontrava e que também a vida pela qual esperava, podia ser vista também pela outra janela. Seria bem simples: era só virar a cabeça para esquerda. Pequenas descobertas podem ter grandes proporções nas nossas vidas. E essa teve um gosto de morango com leite condensado, que vai azedando no final. A noite brilha e a neblina cai dos dois lados da janela, o sol bate mais forte em algum deles, mas isso depende da hora do dia. "....Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. ... O que eu era antes, não me era bom. Mas era desse não-bom que eu havia criado um bem futuro... Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade. ACTION PAINTING: Um dia lindo e, que contradição, um dia perfeito de tpm. Aquele dia de ouvir músicas fossas e nostalgicas, dia de ficar sozinha em casa e almoçar ovo frito com salada de tomate e orégano, depois comer uma barra de chocolate inteira, sozinha. Não há nada que desperte em mim vontade de fazer alguma coisa. - Alô?... posso fazer uma pergunta idiota?
Carne e Osso
A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso
[Zélia Duncan e Moska]
satisfações tardias
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 23h53
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Precário, provisório, perecível;
Falível, transitório, transitivo;
Efêmero, fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!
Impuro, imperfeito, impermanente;
Incerto, incompleto, inconstante;
Instável, variável, defectivo
Eis aqui um vivo, eis aqui...
[Lenine - vivo]
[As palavras estão de férias em Quixeramubim. ]
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 17h56
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O IMPOSSÍVEL CARINHO
Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!
[manuel bandeira]
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h41
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E o sonho fatalmente viraria pesadelo, ali bem mesmo em frente a um certo bar Leblom...
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 11h30
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Análise iconográfica e iconológica de um sábado à noite*
Então a música toca e as pessoas dançam. Dançam e sentem prazer quando são surpreendidas por um olhar de admiração, cobiça, inveja ou espanto. Qualquer um desses satisfaz. A música as torna vulneráveis ao que dita a letra. Todo mundo sabe, todo mundo conhece e canta, mas na hora que dizem alto e juntas "vou deixar a vida me levar pra onde ela quiser", todos são tomados por um furor e êxtase inexplicáveis, e soltam o corpo, as mãos, a mente e todos os demônios reprimidos. A música tem mesmo esse poder coletivizador: nas festas, igrejas, torcidas, todos cantam e se encantam pelo sentimento comum que os une, que os traz ali. É nos embalos de sábado à noite que todos ficam sujeitos a liberar o "eu" contido de segunda a sexta.
Até que chega "a hora e a vez" do baterista. O cara grande, a quem foi destinado um espaço ínfimo e isolado do restante da banda, o único num fundo vermelho e com uma luz vermelha incidindo sobre seu corpo robusto, enquanto os demais integrantes se destacam levemente sob uma luz verde em um fundo branco, quase clarividente. Mas ele se infla orgulhoso por estar ali, tão baterista que só. Se infla tanto que o espaço, que já era pequeno, parece ficar ainda menor. Mas não tem nada não, ele também foi cometido pelo poder coletivizador da música e se glorifica por esse poder emanar-se de suas mãos.
O resto da noite todo mundo já conhece: mulheres se insinuam e rebolam, homens babam e às vezes rebolam também. O banheiro feminino vira um conchavo a favor do japonês. Não vi, não sei quem era o tal japonês. Só sei que três amigas falavam nele entusiasmadamente e a que o viu primeiro já se declarava como prioridade. A noite vira um jogo da conquista barata, onde aquelas sutilezas antigas não entram e deixam apenas alguns vestígios em momentos vagos, por alguém que a trouxe escondida no bolso e que passou despercebida pela revista.
Reunir-se com amigos para beber e dançar e ouvir música sempre foi sinônimo de diversão... E é comum divertir-se com recém conhecidos ou meros desconhecidos também. Na verdade a regra é bem clara: divertir-se (só não entendo bem porque a idéia diversão hoje tem um preço alto e pagamos por ele). Desanuviar as idéias, deixar o coração bater na madrugada sem fim e ser qualquer coisa à meia luz. Mas no dia seguinte, fica uma sensação de vazio***, de barata tonta que dormiu até as 11 da manhã e, geralmente, cai a ficha de que deixar a vida nos levar é lindo, mas que na maioria das vezes a gente é quem precisa leva-la.
**lembrou-me o quadro Le Absinthe, de Degas, que me lembra o livro A idade da razão, de Jean Paul Satre.
*** mas na verdade... dançar faz bem, música também e amigos reunidos mais bem ainda... e não é disso que eu falo, e não é disso que provém o vazio do dia seguinte, óbvio. é um vazio paralelo ao que isso tudo me preenche, só pra esclarecer. =]
**** observação idiota: hoje é dia 06/07/08!!!
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 14h12
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sobre a modernidade
Sabe o que incomoda mesmo?
M
no chão com seus pés; as propagandas da ultrafarma com a cara do cara, dono da farmácia, gigantescamente espalhada por todos os cantos; e o Word, que sugere a substituição da minha frase “o primeiro passo que se dá” por “os primeiros passam” ou “o primeiro passa”...
está certo, o primeiro passa, efetivamente. Mas isso não torna o Word mais inteligente. Ele ainda tem a audácia de colocar o “w” de “word” em maiúscula, por livre e espontânea vontade.
O resto é perfumaria.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h37
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a publicidade me consome
* Cartão vermelho para a dor de cabeça.
* Faça parte da nossa família!
* 11 de julho nos cinemas
* Ah, se todas as perguntas de vestibular fossem facéis assim!
* É assim que você fica quando precisa se comunicar em inglês?
* A caspa desaparece
* Combina com tudo!
* Derrete na boca...
* A melhor empresa de varejo para se trabalhar no Brasil procura você
* Com ela você terá uma escrita fina e macia
* Proteção nota dez contra vírus e espiões
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 23h47
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Goteiras
metáforas, metáforas demais...
[escrito no dia 08/04/08, às 18:33]
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 22h35
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amendoim. amendoim doce.
Não raro me pego pensando se minha vó tem mesmo razão quando diz que quero abraçar o mundo com as pernas. Me envolvo em tantas coisas e, em dias como esse, me encontro perdida entre obrigações, necessidades, desejos... a curto, médio e longo prazo. O trânsito às seis da tarde diminui muito o tempo e a disposição que tenho para pôr tudo isso em prática, mas acho que culpá-lo não solucionará e nem tornará mais confortável a cadeira em que me sento agora.
Desço do ônibus - lotado de executivos que gritam - e vejo a cidade toda parada. Caóticamente parada. As luzinhas vermelhas não iam e as amarelas não vinham* (e nem vice-versa). Preferindo andar um pouco mais a enfrentar a muvuca e fila no metro consolação, vou até a próxima estação... E no meio do caminho lembro da minha vontade guardada de comer amendoim. Amdendoim doce! O amendoim que deveria ser saboreado até a epifania. E em reclusão.
Sentada, no chão da estação clínicas e bem longe de executivos e médicos que habitam aquela região (nada pessoal...), criei meu momento "reflexão com amendoim. amendoim doce." e fui severamente punida por olhares reprovadores, de estranhza e indiferentes. Até que uma criança, um menino de blusa listrada de azul, passou e me sorriu.
Esperei três ou quatro trens passarem até que meu amendoim doce chegasse ao fim. Não descobri coisa alguma além de que não há nada de errado em odiar tanto bota por cima de calça jeans e que não há nada de errrado em outras pessoas gostarem disso; que, talvez, meus tênis estejam sempre desamarrados, porque piso nos cadarços e os desamarro sem notar e que, poder ser bom me lembrar esporadicamente d que sou uma só e que tenho febre ás vezes.
Mas a verdade... ah, tenho certeza de que ela estava com o garotinho de listrado... e que ele não quis me contar!
*luzinhas vermelhas indo e luzinhas amarelas vindo = uma avenida de mão dupla vista do lado de fora dos automóveis.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 21h21
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- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h59
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Sobre mães e alfaces
Minha mãe acordava à noite com qualquer suspiro mais alto ou movimento mais brusco que fazíamos. Aquele instinto materno que desperta bem na hora em que a coberta cai, ou na hora do pesadelo em que a gente se embolava na cama e ela já sabe que não está tudo bem por isso.
Hoje, eu não tenho sono a essa hora e não tenho medo disso. Não precisa de folha de alface pra me fazer dormir quando eu for pra cama. Hoje, quando ela já estava dormindo, precisei entrar em seu quarto, na ponta dos pés, para pegar a caixinha de algodão que estava lá dentro, e uma caixa caiu sobre a outra e a tampa bateu e fez o maior "barabadá" [onomatopéia de barulhos irritantes na linguagem da minha vó], mas dentro do quarto ninguém se abalou.
Não quero com isso dizer que o "instinto materno" da minha mãe diminuiu. Mas é assim. Chega um dia que a gente cresce e o que desperta o sono não é mais a presença mas sim, a ausência. São aqueles cinco minutos em que você pára pra conversar e perde o busão ou o trem das 23:15, e ela já está angustiada no sofá a sua espera. Chega um dia que a gente cresce e as insonias se espaçam, quase não existem mais. Porém, quando aparecem, uma folhinha de alface debaixo do travesseiro não basta... [Apesar de que nunca mais tentei esse método ... acho que precisaria de um pé de alface inteiro!]. Mas bastam aquelas palavras de mãe que dizem tudo o que precisamos ouvir e arrancam as lágrimas que queríamos chorar, sem que digamos nada.
Chega um dia em que as férias diminuem e aumentam as responsabilidades. Sempre chega o momento em que os encontros se tornam mais escassos e durante uma semana inteira, reduzimos os diálogos com quem mora sob o mesmo teto que nós a "oi, tudo bem?, bom dia, boa noite." Aqueles dias em que as horas vagas e os sonos dormidos a mais se tornam culpa aguda...
E é legal crescer. Apesar de sentir falta das tardes de sol na Guilherme Gama 143 e de muitas vezes me setir uma bala perdida no espaço, vejo que é assim mesmo... Sempre buscamos mais e, uma hora ou outra encontramos [será essa a não satisfação do post anterior?]. quando somos crianças queremos sair sozinhos nem que seja pra buscar pão e leite na padaria, depois esperamos ansiosos pelos 18 anos, a independência, e depois o trabalho e sair de casa... e tudo isso com seus ônus e bônus [palavras altamente influenciadas].
Mas de tudo isso, depois que a cidade se torna verdadeiramente cinza aos olhos, depois de todas essas crises existenciais pós 11, 15, 18, 20 anos... De tudo, o que fica de verdade e o que consola e dá forças e ameniza a gana, é o beijo de boa noite [o beijo dela] que tranquliza, com ou sem alface.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 13h39
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fim do fôlego
ter um emprego dinheiro no banco filho na escola seios fartos cintura fina roupa da moda. será que o ter satisfaz? um dia na praia cerveja gelada com os amigos dormir até a hora de acordar churrasco comida light churassco diet ser poliglota esmagar os pés dentro de um sapato bonito chinelo havaianas ser reconhecido creme pro cabelo pés rosto maquiagem bom bril máquina de fazer pão lipoaspiração novela big brother passar no vestibular formar-se casar comprar feijão ser responsável ter fotos bonitas no orkut desfilar na avenida ler machado ouvir chico dançar funk ver o time ganhar. o que satisfaz?
ou satisfação é um estado de espírito independente de pretenções, planos, sonhos, desejos?
só sei que não me satisfaz.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h42
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°°° O FIM DO MUNDO °°°
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era pra elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.
Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem á força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me de repente, maravilhoso.
Era um pavão branco, pousado no ar, por ciam dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro de sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.
Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?
Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê um sentido do mundo peculiar a cada um.
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros e outros tão pouco. Po que fomos tão sinceros ou tão hipócirtas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmo ou só nos outros. Por que fizemos votos de pobreza ou assaltamos cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe inumerar numa crônica.
Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver de maneira mais digna.
Em muitos pontos da Terra, há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, um rito de adoração.
Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidades total.
Ainda há uns dias para reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos termos fim, em qualquer mês...
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 11h46
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lat anxietate

[Madonna, de Munch]
an.si.e.da.de
sf (lat anxietate) 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.
Não tenho vontade dormir. E não gosto quando isso vêm por causa desse vazio doce que me deixa indisposta pelo que sei que terá amanhã. Embola tudo aqui dentro. Então desço para beber água e vejo uma minhoquinha na parede, aquelas larvinhas moles que estragam macarrão e bombons. Senti raiva dela. E me senti cruel naquele instante. Ia fazer de conta que não a vi, mas foi inevitável. Dominei meu nojo, meu asco e peguei-a com um pedaço de papel e pus no lixo. Não cheguei a esmagá-la, faltou ainda aquela frieza mórbida. Tive um pouco de remorso, mas passou logo, quando lembrei do vazio doce em que me encontrava há minutos atrás, perdida entre as coisas que criei. Tadinha da minhoquinha! Era uma vida ali, entre meus dedos. E tão viva quanto eu! E vivia em silêncio.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 22h41
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'Sentimentos a deriva'
Renas, Roberto Carlos, Champagne, rodoviária lotada, filas, trânsito, lasanha, presentes, neve, Quebra-Nozes, Papai Noel, panetone.
Blah. Queria estar bem longe daqui.
Ou será esse um julgamento severo demais?
Seria o Natal um consolo? época de renovar, compartilhar bons sentimentos, de ser solidário, mais alegre, mais saúde, mais shopping, mais celular última geração, ipod, mais calça de marca, mais bronzeado, mais refrigerante, mais celulites, mais comidas, mais dietas, mais promessas...
E aí, no dia seguinte, voltamos a ser mau educados e mau humorados, nublados e cinzentos, como uma típica manhã paulistana...
Paradoxal.
Dar presentes não me parece sinônimo de doar sentimentos grandiosos que dizem ser característicos dessa época. Receber presentes não é receber o tal amor [renovado-com-sal-grosso-e-arruda], não significa confraternização ou coisa que o valha. Um presente talvez seja a maneira mais barata de demonstrar algum tipo de sentimento ou consideração.
Não estou me desfazendo dos presentes, é lógico que gosto de ganha-los, o tanto quanto gosto de da-los. Mas não por imposição de uma data comercial.
E que coisa louca, a lua estava presente nessa noite também, redonda, imensa, amarela, brilhante... mas sua atenção não era tão disputada quanto a das renas. Todos os dias temos espetáculos de luzes e cores e sons tão naturais e, ainda assim, preferimos esperar chegar dezembro para ligarmos na tomada as lâmpadas que piscam freneticamente e aguardar a alegria que vem pela chaminé.
[Bailarina e Soldado de Chumbo]
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 02h13
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Resgate
Coisas que ficam para trás e quase nunca fazem falta.
Quase...
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h03
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Ocaso do acasO

Ao terminar essa espécie de ritual, me sinto mais leve e fico olhando as coisas em seus lugares, imaginando como ficará melhor depois que estiver desordenado novamente.
É assim meio que um gosto pelo acaso. É guardar aleatoriamente o potinho de tinta verde no lugar da laranja pela distração do momento e não me incomodar com isso. Porque gosto de saber que em algum instante eles estarão lado a lado, um instante que não cabe a mim determinar e nem forçar. E que fica bem bonito tudo misturado e sem sentido, até o dia em que sentir a necessidade de recomeçar o tal ritual.
E hoje, ao chegar no final daquele livro, percebi que não queria ter lido ele inteiro e que já tinha notado isso há algum tempo. Foi uma leitura demorada e cansativa, mas me obriguei a ir até o fim para não ficar na dúvida de se realmente seria dessa maneira e pra não me dar por vencida.
Não acho que haja algum mal em abandonar uma leitura, é uma questão de respeito a si não forçar a barra. Não manter o garda chuva sobre a cabeça quando o corpo está sedento por água ou coisa do gênero. São contradições tão vivas (mas em outra escala) que às vezes parece que dificultam coisas como as que acontecem ocasinalmente com os pincéis. E que me admiro tanto de ver.![]()
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 00h08
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não diga nada. e não grite.

É bonito se ver
Na beira da praia,
A gandaia
Das ondas que o barco balança.
Batendo na areia,
Molhando os cocares
Dos coqueiros,
Como guerreiros na dança.
Ó! Quem não viu, vá ver,
A onda do mar crescer.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 20h52
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Cores, dores e amores...
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faco chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá"
Tudo bem... Hoje eu sei que há uma gama imensa de cinzas, mas ela não supria - nem supre - o balé colorido que se faz diante dos meus olhos insones, mesmo na penumbra do meu quarto.
Mas quando se é criança, é taõ simples esquecer de algo sério ou trocá-lo por algo que pareça ainda mais sério, mesmo sem ter sido resolvido... que eu continuei pintando meus dias com as "cores que não sei o nome"...
Agora eu sei que um mundo em preto e branco, como eu supunha, não há de existir assim, fisicamente. E descobri que as coisas desbotam se ficarem muito tempo expostas ao sol ou pela ação da água, do vento... princpalmente do tempo, né? Perdem a vida ou, segundo Michaelis, a viveza. Pois é, talvez nada seja pra sempre realmente. E nem mesmo as cores, nem as dores... Alguns dos amores, quiçá...
"Mas de tudo, terrível, fica um pouco...
Às vezes um botão. Às vezes um rato."
[Drummond]
Queria muito que chovesse agora. A água, solvente universal, cairia aqui e dissolveria a gana, talvez matasse a sede de acabar com esse eterno contraste, tão bonito no papel, mas que faz doer a vista na vida real.
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 20h12
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Vai dar namoro...
Ao destino natural pro repouso coletivo das pernas individuais chamamos de sofá e este comumente encontra-se disposto de maneira tal, que todos têm ao alcance de suas vistas aquela telinha, fonte de entreterimento e informação
chamada televisão que, quando ligada siginifica ausência de diálogo.
Sábado à noitinha, lá fora uma noite linda e atípica de inverno... dentro, silêncio e muita atenção. Atenção ao leilão humano a que pessoas se submetem, se expondo em rede nacional para serem escolhidas por um aspirante a "namorado(a)" ou para serem dispensadas ouvindo a frase "hoje não vai dar". Depois de ouvir isso duas ou três vezes, a mocinha temendo a rejeição diante do Brasil inteiro e da mãe que deve estar assisitindo orgulhosa no camarote, grita no microfone: "vem com a Bia que a Bia é boa!". Pra fechar com chave de ouro, o apresentador completa: "com essa aqui é satisfação garantida ou seu dinheiro de volta".
Devo realmente ser muito antiga. Sabe... eu gosto de umas delicadezas, olhares e sorrisos despretenciosos, a dúvida do que pode ser antes de saber que é, as mãos autonomas que se procuram... essa coisa que pode parecer meio ridícula, de mandar poesia e de esperar uma mensagem no celular, de deitar no ombro e gostar do perfume e perder a mão entre os cabelos, achar graça no riso e na sinceridade, e nas nuvens e na cor do céu e seu reflexo na água e em todas as besteiras mais corriqueiras...
Pode ser intolerância minha... mas de onde veio o dom da humanidade de banalizar tudo? Como é possível padronizar as pessoas e os relacionamentos [sim, porque os manos do programa eram iguais na roupa, no cabelo e na fala e as minas pah, idem.], reduzir tudo a um mero jogo onde vence quem tiver a saia mais curta e no qual dois minutos basta pra dizer que é alguém maravilhoso.
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve !...
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa
Incompreendida...
A tua mão
Senti pousando
'Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço ?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
(Fernando Pessoa)
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 23h29
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Só reconhece um ovo, quem já viu um ovo antes. [clarice lispector]

essas imagens não são aleatórias...
É bom, de repente, aprender a ver o outro lado ou ver por outro lado.
E por que não?
Mas enquanto eu estava presa, estava contente? Ou havia, e havia, aquela coisa sonsa e inquieta em minha feliz rotina de prisioneira?"
[A paixão segundo G.H. - Clarisse Lispector]
[by Fernando Finamore]
OLHA SÓ O MACAQUINHO QUE EU GANHEI!
www.jacksonpollock.org
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 23h19
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Por que qualquer coisa pode me fazer chorar, ou bater a porta e socar o travesseiro
Mas ainda assim, muitas coisas precisam ser feita. Por que não aproveitar o bom tempo ppara lavar roupa? ... Confesso, que nunca antes tinha mexido naquela lavadora nova. Então, vamos tentar..
Depois de selecionar o nível da água, colocar a roupa e o sabão lá dentro e ligar a máquina, fico esperando que ela comece a trabalhar. mas ela mexe um pouco, faz um barulho esquisito, quase anda... e pára. Faltava uma coisa: a água. Mas cadê? Milhares de botões foram apertados e nenhuma gota. Já ouvi falar em lavagem a seco, mas acredito que não seja assim. tentei de tudo, e até chantagem emocional fiz... como estou num dia sensível, chorar não seria tão difícil.
Apelei pra última hipótese, o telefone...
meu pai atende:
- Oi filha, fala...
- Como que faço pra encher a máquina de água?
- É só abrir aquela torneirinha que fica atrás dela...
- Ah... brigada...
- Enviado por: ...:¨°Mä®í£¡ä°¨:... às 16h10
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